21/6/06
Neblina
Neblina insana baixa sobre a noite
que se fez mais cedo na tua ausência
vem sobre o meu peito como açoite
e a tempestade cai na alma sem clemência
Noite extrema que clama em furor
estupor de pranto lavado em brisa
chaga que arde no meu céu sem cor
se instala em meu peito que agoniza
Oh, ausência atroz e amargurada
vazio que me entorpece em ais
me deixa a vagar pela madrugada
bebendo na luz profana dos mortais
Olhar vazio, lágrima torrente
a espera insana finalmente exala
último suspiro de chama latente
a esperança, abandonada, estala
(escrito por Zailda Mendes)
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