18/6/06
Tu
Tu, sedução
eu, purpurina
tu, paixão
eu, chaga cristalina
tu, enganos
eu, adrenalina
tu, sem planos
eu, alma de menina
tu, o adeus
eu, a dor latente
nos olhos teus
meu peito ardente
(escrito por Zailda Mendes)
Tu, sedução
eu, purpurina
tu, paixão
eu, chaga cristalina
tu, enganos
eu, adrenalina
tu, sem planos
eu, alma de menina
tu, o adeus
eu, a dor latente
nos olhos teus
meu peito ardente
(escrito por Zailda Mendes)
Coração serpente
às vezes se esquece
se esgarça, doente
se embala, enternece
Aguarda a mortalha
aguarda o calor
o fio da navalha
o beijo da flor
espera e procura
torce e se aquece
na imensa amargura
e de procurar, fenece
(escrito por Zailda Mendes)
Vamos levando essa vida
sofrida
dorida
bandida
Rasgando o coração
fremente
doente
latente
Procurando um amor
verdade
metade
saudade
E a dor no peito
estala
exala
embala
Um sonho perdido
ferido
caído
sofrido
Feito de mentira
engano
insano
profano
(escrito por Zailda Mendes)
Alma inerte, febril, amargurada
alucina, fervilha, transborda
em poesia por anos aprisionada
que rasga, foge, rói a corda.
Versos de dor tão pungente
dor funda, lágrima rimada
do peito brota, brado urgente
desta súplica que jaz, esfacelada.
Arranca do peito negror tão profundo
escancara a chaga e a mostra ao mundo
qual vampiro insano a sugar meu peito
Extrai o fel do meu pavor imundo
esquarteja o espírito moribundo
e toma logo o que é teu por direito.
(escrito por Zailda Mendes)
Ainda arde na face o bofetão que destes
ainda agoniza o seio onde cravastes o punhal
mas lançam teu castigo os anjos celestes
te dei amor e me pagastes com o mal
Ignorastes meu clamor queixoso
ofuscastes a beleza de um amor tardio
arrancastes, de um só golpe poderoso
e deixastes apenas um coração vazio.
Afogastes a lágrima em lúgubre veneno
e devolvestes apenas teu coração pequeno
enlameastes meu sonho de doce ternura.
Carregas na alma o castigo pleno
e hás de padecê-lo, agora te condeno
lambe o chão onde rastejas, pérfida criatura.
(escrito por Zailda Mendes)