Estala, coração

Coisas que escrevo

18/6/06

Tu

Tu, sedução
eu, purpurina
tu, paixão
eu, chaga cristalina

tu, enganos
eu, adrenalina
tu, sem planos
eu, alma de menina

tu, o adeus
eu, a dor latente
nos olhos teus
meu peito ardente

(escrito por Zailda Mendes)

criado por zaildamendes    19:24 — Arquivado em: Sem categoria

Serpente

Coração serpente
às vezes se esquece
se esgarça, doente
se embala, enternece

Aguarda a mortalha
aguarda o calor
o fio da navalha
o beijo da flor

espera e procura
torce e se aquece
na imensa amargura
e de procurar, fenece

(escrito por Zailda Mendes)

criado por zaildamendes    19:22 — Arquivado em: Sem categoria

Vida

Vamos levando essa vida
sofrida
dorida
bandida
Rasgando o coração
fremente
doente
latente
Procurando um amor
verdade
metade
saudade
E a dor no peito
estala
exala
embala
Um sonho perdido
ferido
caído
sofrido
Feito de mentira
engano
insano
profano

(escrito por Zailda Mendes)

criado por zaildamendes    19:19 — Arquivado em: Sem categoria

Versos

Alma inerte, febril, amargurada
alucina, fervilha, transborda
em poesia por anos aprisionada
que rasga, foge, rói a corda.

Versos de dor tão pungente
dor funda, lágrima rimada
do peito brota, brado urgente
desta súplica que jaz, esfacelada.

Arranca do peito negror tão profundo
escancara a chaga e a mostra ao mundo
qual vampiro insano a sugar meu peito

Extrai o fel do meu pavor imundo
esquarteja o espírito moribundo
e toma logo o que é teu por direito.

(escrito por Zailda Mendes)

criado por zaildamendes    19:17 — Arquivado em: Sem categoria

Criatura

Ainda arde na face o bofetão que destes
ainda agoniza o seio onde cravastes o punhal
mas lançam teu castigo os anjos celestes
te dei amor e me pagastes com o mal

Ignorastes meu clamor queixoso
ofuscastes a beleza de um amor tardio
arrancastes, de um só golpe poderoso
e deixastes apenas um coração vazio.

Afogastes a lágrima em lúgubre veneno
e devolvestes apenas teu coração pequeno
enlameastes meu sonho de doce ternura.

Carregas na alma o castigo pleno
e hás de padecê-lo, agora te condeno
lambe o chão onde rastejas, pérfida criatura.

(escrito por Zailda Mendes)

criado por zaildamendes    19:14 — Arquivado em: Sem categoria
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://zailda.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.